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LabOffline - V.14.0 - Ano VIII |
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VIDA TOSCA, BLOG TOSCO |
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NO AR DESDE 01/01/2002 |
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IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII |
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PERFIL (Mesmo texto há anos):
Descrição por
Lucas Gandin: LIGAÇÕES (traduzir mal é uma arte): Com o autor:
Velho LabOffline Blogs: Pessoais:
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Chá das Seis Temáticos:
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Domingo, Março 28, 2004
E eu que vivo tendo sonho com tornados e furacões estou assustado com o possível furacão de Santa Catarina... Mas voltando ao contexto anterior... Por Curitiba (III) - Vestígios Quando você está no Hospital Cajuru você não está no Cajuru, mas se você voltar no tempo até antes de 1974, você passará a estar. Como? O Cajuru mudou. Na velha Curitiba, haviam menos bairros e eles eram maiores. O Boqueirão, por exemplo, ocupava praticamente o sul da cidade. Alguns bairros tinham nomes diferentes. Nos anos 70, surgiu um bairro chamado Capanema, cujo nome vinha do Barão de Capanema, cuja fazenda era na região do bairro. O nome pegou no famoso Viaduto que liga a Rua Ubaldino do Amaral à Avenida Prefeito Omar Sabbag (antiga Avenida do Centenário) e no apelido do Estádio Durival de Britto e Silva, a Vila Capanema, além de uma favela que se denomina Capanema e que se confunde com a antiga Vila Pinto, hoje Vila das Torres (vila esta que fica num lugar que engloba terras do velho Capanema e do Prado Velho). O Capanema não existe mais oficialmente, pois por volta de 1994 passou a se chamar Jardim Botânico, em alusão ao novo parque que foi edificado, mas ainda hoje, se você andar pelas ruas do Jardim Botânico e do Cristo Rei (bairro vizinho), verá dezenas de edifícios chamados Barão de Capanema, em alusão ao velho dono das terras. O caso Cajuru é mais interessante. O nome Cajuru vem do tupi-guarani caa=mata e juru=entrada ou boca, logo Cajuru significa entrada da mata. Como a mata foi sendo destruída, o bairro pareceu marchar para o leste. O velho Cajuru correspondia terras que iam da área da Rodoferroviária até a divisa com Piraquara (Pinhais fazia parte de Piraquara), e do Alto Capão da Imbuia até a Vila Oficinas. Nos anos 70, o bairro sofreu diversas mudanças nos traçados. Caíram fora: Capanema, Cristo Rei (que tinha o Hospital Cajuru e Colégio Nossa Senhora de Lourdes, que era chamado de Cajuru, além do Distrito Policial do Cajuru) e Alto Cajuru. O Alto Cajuru tornou-se o que hoje é o Capão da Imbuia e parte do Tarumã, o que explica o fato da linha Cajuru ter ponto final por ali e não ter nenhum ponto no atual território do Cajuru. Posteriormente, o Cajuru ganhou território ao sul: foram adicionadas as regiões ao leste da BR-277 e que pertenciam ao Uberaba (Centenário, Camargo, Mercúrio, Solitude, etc.), bairro que continha, entre outros, o atual Jardim das Américas. Viu que, fora as miopias e heresias, nada é por acaso em Curitiba. No fundo no fundo, é tudo como cauda em embrião humano: vestígios de uma evolução. :
.... ................................... Quinta-feira, Março 25, 2004
Enunciados Sobre a Purificação I Alguém sabe quanto custa um banho de chuva nesta cidade mercantilista? II Catarse é bom para quem está aos pedaços. III Alcooltarse: purificação pela ressaca (sofrimento pós overdose alcoólica). :
.... ................................... Segunda-feira, Março 22, 2004
IV Putz - Filme A Filme A exemplo do Lucas Gandin, do Earldom of Aberdeen, estou fazendo um filme a filme do IV Putz. Em linhas gerais, tivemos muitos filmes bons tecnicamente, mas a maioria pecou no excesso de tempo e de cenas redundantes. Curiosamente, a comédia e o trash foram meio que deixados de lado e muitos filmes tinham merchandising, mesmo que sem intenção. As vinhetas do festival foram estreladas pela carismática figura de Péricles Kwiatkowski, que deu um show. Vamos aos vídeos. 1- A Maldição de Manuela II - Como Tudo Terminou Foi prejudicado pelos problemas do projetor, pois sem perceber, cortaram o trailler que tinha no filme. O filme é bom tecnicamente e manteve a tradição putziana de muito sangue. Com a intenção de ser trash, conseguiu ser com cenas violentas e com o erotismo de seu predecessor. 2- Blá Blá Blá Grande atuação de Neto. Pena que a voz do narrador foi abafada pela trilha sonora que ficou alta demais. Há um bom deslocamento do foco narrativo durante o filme. A locução é bastante engraçada e lembra os clássicos desenhos do Pateta. Fala sobre a linguagem em si: gestos, palavras e olhares. 3- Big Brother Brasil 171 Paródia e avacalhação em cima do famoso reality show. Destaque para a Falsa e para a Velha, sendo esta última, na verdade, uma sósia de Marisa Monte, o que garantiu um final surpreendente para a trama. Teve imagens gravadas da TV, que estavam com qualidade inferior ao resto do vídeo. 4- Só? Um show de fotografia. O filme tem uma atmosfera depressiva e uma grande trilha sonora. Excelentes enquadramentos, pecando apenas no excesso de duração de algumas cenas e numa cena (a última) que revelou um mistério que poderia ter sido deixado no ar. Esta última cena foi o mesmo que aconteceria se Machado de Assis revelasse se Capitu traiu ou não traiu Bentinho. 5- Friends Um filme legendado que parodia a já clássica série da TV Estadunidense. Os diálogos são engraçados, mas houve uma pequena falha na cor das legendas, que teriam que ter bordas escuras para não sumir em cenas com roupas claras. 6- Bar O Bar é a terra dos galãs de rodoviária quando eles não esão perto dos ônibus. Cuidado, gata: tome cuidado com o Bar que você escolher quando precisar do telefone, nem joge muito charme para poder usar o aparelho de Graham Bell, pois nunca se sabe do que os Galãs de Rodoviária são capaz. 7- Andando na Linha Se duas pessoas convivem, cada uma ganha alguma característica da outra. O vídeo é uma alegoria da vida. Nascemos com nada e a cada situação adquirimos experiência, traumas, vitórias e derrotas. Ao terminar, você verá que não é mais o mesmo. 8- Ou Vai ou Racha No começo, parece baseado na série Velozes e Furiosos, mas a realidade toma conta. É uma inovação no Putz, pois o vídeo é praticamente um documentário. Ele alerta sobre o perigo dos rachas. 9- Entre 4 Uma morte estremece a amizade de 4 pessoas e começa uma trama com uma excelente trilha sonora (toda original, com exceção de uma música) e fotografia. Destaque para as locações de prédios abandonados e cenas de tiros. O final é incógnito. 10- Especial Você não precisa ser um herói da TV para ser especial. Um filme singelo, com uma bela mensagem. Algumas mensagens subliminares interessantes. 11- Mãe Zona Uma grande atuação de Lucas Enzo, o Tuncay Samli de Aberlardo Luz. Um filme bastante politicamente incorreto. Cortes que explicam a história. Edição inteligente. Surpreendente. 12- Chiclet's Onde vai andar sua goma de mascar? O vídeo conta as aventuras de um chicletinho em um dia errante. Algumas cenas poderiam ser reduzidas sem prejuízo do filme. 13- Salmo 32 Um tapa na cara da hipocrisia. O filme mostra que as pessoas dentro da igreja não são as mesmas fora dela. 14- n.d.a. Bastantes referências a filmes de ação e de prisão. Recheado de participações. Bastante bom tecnicamente. 15- New York, New York Grande atuação de Bruno (lá de Mulherama, manja?). Ele faz o papel de um americanófilo que deseja ir para os states, mas tem problemas com os atentados. Surpreendente. 16- Tudo Acaba Em Pizza As janelas são os olhos da casa. Uma paixão voyeur vai crescendo até o grande encontro. Destaque para as cenas de consumo de banana nanica. 17- Ponto de Vista Puseram um pintcher para filmar, ou a câmera era duoreflex e sofreu o Erro de Paralaxe. Brincadeiras a parte, foi o mais inovador vídeo do festival. Como é a vida olhada pelos pés? O filme responde, acompanhado de boa trilha sonora. 18- One the® full Vestibular, a Fronteira Final. Será? O filme usou cenas reais do vestibular, do resultado e da matrícula. Calouros de verdade apareceram. Foi uma espécie de filme de recepção. 19- El Mamut Vídeoclipe de uma música de mesmo nome. Ganhou a escolha da audiência. Brilhante na caracterização dos personagens. Fez o público bater palmas no compasso da música. 20- Lady Murphy Assim como "Ditão Pé-de-Mesa" em 2002, Lady Murphy não constava no guia do festival. O filme demostra as aplicações da Lei de Murphy no dia a dia de uma jovem. :
.... ................................... Domingo, Março 21, 2004
As folhas caem... Adeus, Nona... Para ouvir e entender: Elliot - "Folhas de Outono" Ira! - "Vida Passageira" James - "We're Going To Miss You" Massive Attack - "Teardrop" :
.... ................................... Quinta-feira, Março 18, 2004
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.... ................................... Segunda-feira, Março 15, 2004
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.... ................................... Sábado, Março 13, 2004
Por Curitiba (II) - Miopias e Heresias Onde fica o Terminal do Campo Comprido? E a Farmácia Jardim Botânico? E o Extra Alto da XV? O Terminal Capão Raso? E o do Pinheirinho? E o da Santa Cândida? As respostas parecem óbvias, mas são tremendas pegadinhas. Primeiro, o Terminal Campo Comprido fica, por uma quadra, na Cidade Industrial. Segundo, a Farmácia Jardim Botânico fica no Cristo Rei, bairro vizinho do Botânico. Terceiro, o Extra Alto da XV também fica no Cristo Rei, próximo a um entroncamento de bairros: Cristo Rei, Alto da XV, Tarumã e Jardim Social. Quarto, o terminal Capão Raso fica no Novo Mundo. Quinto, o Terminal Pinheirinho fica no Capão Raso (!!!). Sexto, o Terminal Santa Cândida fica no Tingüi. Após esta bombardeio de informações, aviso que Curitiba é uma cidade cheia de sutilezas geográficas quando se trata de referências. Muitas são por causa da proximidade de bairros. Outras são explicáveis. No caso das explicáveis, pode se citar o Terminal do Carmo, que fica no Boqueirão e tem este nome por causa da Praça em que fica, já que há outro terminal no Boqueirão e, acredite, o Carmo é mais Boqueirão que o Boqueirão, que fica muito próximo com a divisa com o bairro do Alto Boqueirão, que tem esta nome não pela altitude, que é modesta em comparação com o resto da cidade, e sim pela distância do Centro que é de cerca de 15 km, ao ponto de o Centro de São José dos Pinhais ficar mais perto que o de Curitiba. Outras confusões soam como heresias e não miopias. Cito por exemplo o Centro de Treinamento da Brasil Telecom, na Rua Felício Lakoski, que é chamado de Campo Comprido. Porém, este local fica no bairro da Riviera, o mais mocado e menos populoso de Curitiba. O bairro fica escondido entre a BR 277 Curitiba-Ponta Grossa e a Avenida Juscelino Kubstcheck, quase em Campo Largo e é cheio de pequenas chácaras e espaços vazios. Não há nada conhecido no bairro, exceto o CT, que insistem de chamar de Campo Comprido. A linha de ônibus que existe há mais tempo no bairro que o CT, a 827-Riviera terminava na Rua Semiramis de Macedo Seiler, na Cidade Industrial, divisa com o Riviera, e foi prolongada até a entrada da Felício Lakoski, por causa do CT, que em contrapartida se chama de Campo Comprido, o que é uma miopia de uns 40 graus, pois o Campo Comprido é o terceiro bairro ao leste do Riviera (temos antes: Cidade Industrial e Órleans e quase o Mossunguê). Para confirmar isso tudo, eu afirmo que já fui lá fazer uma cobertura de um Seminário de Software Livre para o Jornal Laboratório e conferi a placa das ruas (é quase um hobby, para mim). Mas a pior heresia é inventar (no caso, a indústria imobiliária e a propaganda de governo) bairros com nomes pomposos e condenar ao desaparecimento, nomes de bairros com histórias seculares. O caso mais conhecido é o do Bigorrilho, que insistem em chamar de Champagnat e eu resisto. Para mim, ninguém mora no Champagnat, que não existe oficialmente. É Bigorrilho e ponto final, embora as bigorrilhas, carroças que deram o nome ao bairro, não circulem mais por lá. Outro caso mais recente é o do Ecoville, que parece coisa de propaganda oficial. O Ecoville é uma região dos bairros do Campina do Siqueira (nome da família que tinha terras na região), Mossunguê e Campo Comprido, cheia de prédios novos, que surgiram às custas do desmatamento de áreas verdes próximas à Rua Dep. Heitor de Alencar Furtado. Na região, tem um shopping novo e uma favela, que tão logo foi vista, está sendo jogada para debaixo do tapete, como todas as favelas de Curitiba, que, se não são mudadas/empurradas para regiões longe da visão dos visitantes, são tampadas com outdoors (a Vila das Torres, antiga Vila Pinto, cujo nome mudou mas o sentido fálico continua mesmo). :
.... ................................... Domingo, Março 07, 2004
É dia oito (deve estar chegando, eu acho...), então... Dia Internacional da Mulher. Na verdade, um dia é pouco. Tinha que ser o ano inteiro para celebrar a metade mais perfeita da humanidade. Mulheres, eu as amo! Por Curitiba (I) - Mistério do Boqueirão Quando começou a ser loteado, um dos problemas do Boqueirão era o acesso. A Avenida Marechal Floriano Peixoto (nome de tirano) ia apenas até o Hospital Psiquiátrico, ainda existente, no Parolin (perto do Carrefour e do TRE). Para solucionar o problema, foi feito um acordo: o Exército abriria a avenida até a divisa com São José dos Pinhais e, em troca, ganharia um terreno para um quartel (atual Quartel do Boqueirão). Agora vamos deixar a história conhecida e partir para o provável, para o oculto do Boqueirão. Uma das entradas do Boqueirão é a famosa Praça da Passarela. Logo ao norte, temos o bairro da Vila Hauer. Saindo desta praça (para o sul), que fica na Marechal Floriano, saem duas ruas em diagonal, uma para o leste e outra para o oeste. Elas vão abrindo até chegar na altura aproximada da Praça Nossa Senhora do Carmo, que abriga um Terminal de Ônibus. Há uma diferença de uma quadra no lado oeste, feito provavelmente para coincidir com a Praça da Colonização Menonita, região de onde saía a maior parte do leite consumido por Curitiba até perto do fim do Século XX. As ruas diagonais têm algumas interrupções naturais, é verdade, mas continuam se traçarmos linhas imaginárias. No limite máximo do afastamento (Pça. Carmo), as diagonais, com as devidas interrupções começam a verter rumo à Avenida Marechal Floriano e se encontram no Terminal do Boqueirão. Uma quadra abaixo (ao sul), começa o bairro Alto Boqueirão. Descritas as diagonais, temos um losango que tem ao centro a Praça Nossa Senhora do Carmo e seu terminal. A praça é um círculo. Sendo assim, fica uma pergunta intrigante: Será o Boqueirão uma representação da Bandeira Nacional? :
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SEM FRASES ENGRAÇADINHAS AQUI EM BAIXO DESTA VEZ