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LabOffline - V.14.0 - Ano VIII |
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VIDA TOSCA, BLOG TOSCO |
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NO AR DESDE 01/01/2002 |
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PERFIL (Mesmo texto há anos):
Descrição por
Lucas Gandin: LIGAÇÕES (traduzir mal é uma arte): Com o autor:
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Sábado, Novembro 26, 2005
Pombas! Woody Allen faz uma declaração sábia ao dizer que os pombos são ratos com asas. Mas de certo modo é uma atividade bastante divertida observá-los apesar de perigosa, pois são vetores de diversas doenças, ainda mais na paranóia que vivemos sobre a gripe aviária (né Ozzy?). Engraçado é que os pombos da Praça Garibaldi formam panelinhas, grupos que pouco se misturam e num dia de sol escaldante eles fazem um curioso ritual cíclico de ir à Fonte do Cavalo Babão, se molhar e refrescar e depois ir esfriar o sol¹ para as outras. E de pensar que tem gente que põe a mão naquela água. Devem ser pessoas com muitos anticorpos depois desse ato. Quando surgem pessoas agrupadas os pombos se afastam para os telhados como se fossem varridos. É de uma beleza plástica a cena. Parece um ballet de aves sujas partindo do petit-pavê rumo aos telhados que têm como fundo um céu azul "chroma key". Algo que é muito perigoso é a chusma de pombos a voar rasantemente sobre as cabeças dos transeuntes como se estivessem para atirar a bomba fecal de nossas cabeças tendo as cloacas como canhões armados para a guerra biológica. Alguns mais ousados, pensam ser quero-queros e passam baixo pelo lado das pessoas, se Lindomar - o Sub-Zero Brasileiro - estivesse na área, talvez as aves sofressem duro revés. --- Nota de Rodapé: 1:Conta Nêgo Pessôa que, antigamente, na década de 1950, as partidas de futebol no Rio de Janeiro começavam às 15 horas e haviam preliminares com os aspirantes, que entravam no gramado do Maracanã logo após ao meio-dia, sob um calor escaldante. Eis que certa vez o eterno Nílton Santos tascou uma muito boa: "E lá vão os aspirantes a esfriar o sol para a gente". :
.... ................................... Sábado, Novembro 19, 2005
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.... ................................... Domingo, Novembro 13, 2005
Três Contradições Curitibanas 1- As calçadas curitibanas são bem complicadas em sua média. Andar de salto alto é uma aventura que gera várias histórias curiosas e tristes acidentes ortopédicos. Logo, tem que ser muito macho para andar de salto em Curitiba. 2- Jardim Social. Parece nome de loteamento. Mas é um bairro residencial de grande poder aquisitivo. Não é social no sentido mais utilizado para a palavra. Está mais para Jardim Socialite. 3- Ivo Leão é nome de rua. Quem foi Ivo Leão. Simples e curioso. Ivo Leão, entre outras coisas, foi jogador de futebol. Jogador das antigas e bota antigas nisso. Membro de tradicional família de Curitiba, Ivo defendeu o Internacional de Curitiba e foi o artilheiro absoluto do primeiro Campeonato Paranaense, em 1915, conquistado de maneira invicta pela equipe Alvinegra da Baixada. Alvinegra da Baixada? Sim, Joaquim Américo era presidente do Internacional e dono do terreno do estádio da equipe, que depois se fundiu com o então arqui-rival, o encarnado time do América, resultando no Clube Atlético Paranaense, arqui-rival do Coritiba. Sabe onde fica a Rua Ivo Leão? No Alto da Glória, perto do Couto Pereira, e o cara pode ser considerado o primeiro matador atleticano da história. :
.... ................................... Sábado, Novembro 05, 2005
Lamenha Pequena - Além da Fronteira Final Já conhecia a Riviera, bairro de cerca de 200 habitantes no Extremo Oeste de Curitiba (vide arquivos do final de 2003). Chegou a hora de conhecer um bucólico bairro do Extremo Norte de Curitiba e seu apêndice em Almirante Tamandaré e em Campo Magro. Mais uma vez fui chamado pela contingência. O objetivo era chegar ao Clube Atlético Primavera. [Intromissão Futebol Alternativo O Clube Atlético Primavera disputava Campeonatos Amadores de futebol até resolver entrar para o profissionalismo em 1961. O clube ficava no bairro do Taboão, norte de Curitiba. Tinha bastante torcida na região. Em 1969, abandonou o futebol. Na década de 90, vendeu a área no Taboão e comprou um terreno maior na região do Juriqui, logo ao norte de Curitiba, onde foi construída a Sede Campestre do clube. Fim da Intromissão] Era sexta-feira, 29 de outubro de 2005. A viagem prometia ser alternativa. Instruções: Travessa Nestor de Castro + ônibus Raposo Tavares (é nome de bandeirante...) + andar alguns quilômetros (dois, segundo as informações) até o local. Subindo a Rua do Rosário, ele se fez presente: Xu-Wah - O Umedecido. E choveu em bicas até chegar na Travessa Nestor de Castro. E no ponto de ônibus, chovia até formar pequenos córregos na calçada. E assim o bólido amarelo deu o ar de sua graça e nele embarquei. Uma viagem cheia de altos e baixos, especialmente altos. Um sobe e desce frenético. Para ficar a beira de barrancos e fazer esquinas improváveis para um ônibus. Realmente o Raposo Tavares é a linha de ônibus urbano que eu conheço que é mais perto de Deus. Raposo Tavares era realmente um bandeirante: sua viagem é um rally no asfalto. A região percorrida é tão alta que lá estão as emissoras de TV de Curitiba e várias das rádios. Curiosamente, há uma descida e ali pode se considerar o fim da Zona Urbana, pois a Avenida Fredolin Wolf poderia ser chamada de rodovia sem o menor problema que todo mundo iria acreditar que era. Após isso, o ônibus entra na Rua (antiga estrada) Justo Manfron. No início divide Santa Felicidade de São João, depois Curitiba de Almirante Tamandaré. É curiosa a aglutinação destes municípios, pois de um lado da rua é Curitiba e do outro Almirante Tamandaré. Deve ser divertido dizer que foi visitar o amigo na cidade vizinha apenas atravessando a rua. Xu-Wah - o Umedecido mostrava toda sua fúria e o detalhe é que nas terras araucáreas ele resolve chover sempre do sul para o norte. Logo, ele me acompanhou. Desci do ônibus no ponto final e recebi as instruções de seguir o asfalto. Era a Estrada do Juriqui. A estrada é toda asfaltada, mas está com mato alto do lado e é cheia de subidas e descidas. É estreita em alguns pontos, parecendo rua de bairro residencial, quando ouvia barulho de carro, eu ia para um ponto visível, para evitar atropelamentos ou levas esguichos, já que a chuva era bem torrencial e em alguns pontos formava córregos que desaguavam nos riozinhos da beira da estrada. Apesar de meu guarda-chuva, molhei meus pés e meu braço esquerdo, além de parte das costas. Era o terceiro dia seguido em que eu me encharcava de chuva. Na estrada passavam vários caminhões e caminhonetes. Pedi informações em dois bares no caminho: teria que seguir o asfalto. Tantas subidas e descidas, que dava a impressão que, depois de uma delas, eu veria uma placa dizendo "Bem-vindo a Guaraqueçaba". O que me assustou é que eu vi uma placa de bem-vindo, mas era de "Bem-vindo a Campo Magro", que eu não sabia que começava por ali. Os ditos dois quilômetros pareciam cinco e após quase uma hora de caminhada na chuva, vislumbrei a porta do Primavera. Fiz meu trabalho e dei sorte de não ter chuva na volta. O lado bom disso foi que deu para perceber melhor a paisagem e o anoitecer e descobrir que o bairro de Curitiba ali era a Lamenha Pequena - considerado o menos violento da cidade. Não sei onde era exatamente o limeite, mas uma placa velha de rua, arrebentada, mostrava um "nha"e a certeza do local veio com uma placa de "Floresta de Preservação Lamenha Pequena". Chegando, após longa caminhada sob o sol poente, deparei-me na frente do porco com uma criação de porcos e casas sedes de pequenas chácaras e ar de cidade do interior (Parecia um bairro de União da Vitória). Isso na quinta maior cidade do Brasil em população. Após quase uma hora esperando o ônibus, apareceu a condução, em que entrou depois um polaco com um perfume assaz enjoativo e uma bela morena de Santa Felicidade (felicidade seria se ela sentase perto de mim). A noite já se fazia presente quando cheguei ao Centro depois de tal jornada espiritual e espiriuosa aos confins do Universo Curitibano. :
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€ ActAudiction™
SEM FRASES ENGRAÇADINHAS AQUI EM BAIXO DESTA VEZ